Me sinto como em junho de 2010. Naquele tempo não tinha certeza de nada. Parecia que nada do que eu pensava fazia sentido ou se fazia de algum modo me surpreendia. Lembrei da primeira vez que te pedi em namoro. Foi bonitinho. Estávamos aqui em casa, tapados de edredom, na minha cama. Olhei nos teus olhos e disse: "quer namorar comigo?" Tu fizeste graça... Te enroscou no edredom... Fez careta e no final disse: "quero!" Que sensação gostosa aquela. Perdi o sono e decidi escrever sobre o que estava sentindo. Escutando PACIÊNCIA, as lágrimas me vêm. Será que aquele tempo vai voltar? Éramos tão inocentes, pelo menos parecíamos. Tão mais jovens do que somos hoje, mais abertos, não sei explicar. Talvez pelo fato de sermos um pouco, quase nada, mais velhos que naquele tempo, a gente tenha mudado. Adoro divagar. É necessário divagar, pensar, refletir, fazer conjecturas - conjecturas... Eu curto esta palavra - Ok... Voltando ao texto. Não sei se tu lembras disso, na verdade. Eu costumo lembrar de fatos, atos e palavras românticas nossas e acabo não percebendo que pode ser idiotice a minha. Muitas vezes te digo: "ah! Tu lembras daquilo e tal... E tu: Não... Eu fico triste, sabia? hahahaha... Sério. Mas depois passa. Logo passa. O tempo passou. Nos fez amadurecer nossos sentimentos e hoje eu tenho certeza de que te amo. De verdade. Se vamos voltar a ser aquele casal alegre, festivo, bonito... Não sei. Acabei de lembrar da cena das minhas caixinhas de som queimando e a mulher botando a boca na Microsoft (risos). Que tempo bom! Será que a gente consegue fazer com que esse tempo volte? Será que nossos encontros serão perfeitos como aqueles? Em junho de 2010 eu não sabia o que ia acontecer. Agora eu continua não sabendo e tenho um pouco de medo. Naquela época eu não tinha. Tenho meus motivos. Naquele ano, naquele frio... Fomos felizes, né? Vamos ser de novo? Com calma!? A história está se repetindo como daquela vez. Eu sinto isso. Claro... Algumas ou muitas coisas mudaram, estão diferentes - meu sentimento, por exemplo, - mas no geral, parece a mesma coisa. Vou deixar rolar. É estranho, mas vai ser bom. Deixar rolar é uma coisa que não costumo muito fazer. Sempre fui muito decidido em questões sentimentais e agora me aparece esta novidade. É engraçado. É o que deve ser feito. Precisamos nos reacostumar a termos vida além da nossa vida, entendes? É necessário. Às vezes o amor tem disso, né? Nos diz o quê fazer, sem nem perguntar, sem nada. Manda. E a gente, que ama, faz. É bom fazer por amor. Vamos dar certo! Vamos construir nossa história de verdade agora. Sei disso. Estou confiante! Talvez nunca estive tão confiante como agora. É bom. O amor vai prevalecer.
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