Calma! Espera... A vida é mesmo assim. Complicada, mas nem tão difícil. Calma! O tempo não é nosso, não é para nós. Vais conseguir, mas não agora. Quando?? Quando a vida quiser. Tudo tem seu tempo, mas a vida urge. O amor me sufoca, a saudade me cobra e o peito aperta e enquanto isso eu espero? Quanta sabedoria! Não é agradável. A espera é árdua, dolorosa, irritante, revoltante. Um saco! O amor tem urgência. Eu tenho urgência! Minha vida tem pulseira VIP nesta festa, é difícil entender isso?? Só quero o possível. Nunca pedi, nem desejei nada impossível. Só queria ter algum lugar para chamar de meu ou de nosso.
Escritos e Escrevimentos
sexta-feira, 11 de maio de 2012
A Hidden Love
Não que a gente queira, mas a aceitação é a única saída, único caminho. Entre olhares explicativos, conversas caladas, risadas contidas e falas mudas, a gente namora, se ama. Os gestos, pouco usados ou pouco ousados, se resumem aos olhos piscando, um carinho de leve na mão, um sorrisinho quase gelado, meio que de canto e algumas palavras, sussurradas, de amor.
Assim é. Assim será. Talvez. A rua mais deserta, aquela mais escura é a mais aconchegante. Ali a gente quase se liberta, se esbalda, se derrete totalmente. Quase. Ali a gente é o que é, sem mentiras, sem máscaras, sem fronteiras. A verdade é que a escuridão é agradável.
Sem rotina, sem um costume, não por escolha, mas, digamos que por imposição, por diversos setores da vida, os momentos, o tempo é escasso. Quase raro. Inegável a tristeza. Não por alguém, mas por as circunstâncias impostas. É e pronto. Sem discussão. Sem vinho, sem carinho na sala, nem na cozinha, nem em qualquer conforto.
A saudade aperta, a lágrima rola rosto abaixo, mostrando a sensibilidade, a saudade. Mostrando como são as coisas, como é essa "tal" de vida, ora vadia, ora bandida, ora agradável. Não é complicado ter um lar. Entende-se como lar, um lugar onde ali vive uma família, um casal feliz. Diferentemente de casa. Mas como ter uma casa e transformá-la em um lar? O lar eu já possuo, mas e a casa, a janta, o almoço, o filme, as pipocas?
Como amar? Amo um amor escondido, às escuras, às sombras de todos, de tudo. Me faz falta ser amado e amar às claras, ter um canto para isso, para ser feliz de verdade. Me faz falta te ter e não poder contar com isto. Faz falta o teu abraço à noite e o beijo de dia. Faz falta aquela vida que eu nunca tive.
terça-feira, 24 de abril de 2012
À Franciellen Tavares e Priscila Mukai.
Doce feito mel. Tirem as formigas de perto, senão vão matá-la. Amável, amada. Uma menina, com sonhos de mulher. Uma mulher com jeito de menina. Uma bonequinha sem o Boby. Ou o Ken. Enfim. Let it be. Partiu, se foi, foi-se, se "bandiou" para os lados da fronteira do sul do sul do Brasil e foi viver um amor. Lá até encontrou a faculdade, uma profissão, um sonho. Na verdade, diria outro sonho. Acredito que o maior deles, o primeiro, o mais desejado, brote de uns olhos verdes, que eu bem conheço. Dessa gatinha eu lembro da voz, quase todos os dias, me chamando de "gato" e dizendo: "amo tu". Dessa guria, que me deixa com saudades, eu lembro seu desejo de voar, ser pássaro, ou melhor, borboleta, que vive uma vida intensa, cheia de prazeres. Uma vida tão colorida, tão linda, quanto sua mais doce poesia, declamada ao pé do ouvido de seu amor. Borboleta que voa longe de mim, longe de sua mãe, de sua família e de seus amigos. Uma das pessoas mais fortes e uma das mais sensíveis que já conheci. E é ao mesmo tempo. Ela consegue ser assim. Uma taurina de verdade. Um encanto. Doce feito mel.
Uma japa falsificada que veio lá de onde eu não sei e vai para nem quero saber e me deixou e se foi lá para Pelotas. Uma japonesa filha de não sei, com descendência sei não. Brincadeiras à parte com a cultura oriental... Forte, aguerrida e brava. Brava, bem brava. Louca de pagodeira, nossa única, eu acho, desavença. Uma mulher forte, decidida, diria, também, destemida. Coragem não lhe falta e isso eu invejo. Calma! Uma inveja boa. Se mandou lá para a Princesa do Sul fazer sua vida, regar suas próprias flores, olhar a luz do dia como ela é, com seu cheiro peculiar e com esperanças renovadas pela mudança, pela vida nova, pelo sonho de ser o que quiser ser. Amante, fascinante. Inteligente, boa gente. Linda. Uma linda mulher que voa alto, às vezes baixo, ou nem sai do lugar. Amiga íntima da Iara, que curte um dia nostálgico de céu nublado - a Iara, não ela. Ama diferente do jeito que todas as mulheres amam. Deseja. É a personificação da maçã dedicada a Adão. Entende as leis dos animais, aqueles - ditos - irracionais. Critica a dos racionais. De touro, teimosa, vaidosa, cuidadosa, calorosa, quente, boa gente.
Post desabafo.
Me sinto como em junho de 2010. Naquele tempo não tinha certeza de nada. Parecia que nada do que eu pensava fazia sentido ou se fazia de algum modo me surpreendia. Lembrei da primeira vez que te pedi em namoro. Foi bonitinho. Estávamos aqui em casa, tapados de edredom, na minha cama. Olhei nos teus olhos e disse: "quer namorar comigo?" Tu fizeste graça... Te enroscou no edredom... Fez careta e no final disse: "quero!" Que sensação gostosa aquela. Perdi o sono e decidi escrever sobre o que estava sentindo. Escutando PACIÊNCIA, as lágrimas me vêm. Será que aquele tempo vai voltar? Éramos tão inocentes, pelo menos parecíamos. Tão mais jovens do que somos hoje, mais abertos, não sei explicar. Talvez pelo fato de sermos um pouco, quase nada, mais velhos que naquele tempo, a gente tenha mudado. Adoro divagar. É necessário divagar, pensar, refletir, fazer conjecturas - conjecturas... Eu curto esta palavra - Ok... Voltando ao texto. Não sei se tu lembras disso, na verdade. Eu costumo lembrar de fatos, atos e palavras românticas nossas e acabo não percebendo que pode ser idiotice a minha. Muitas vezes te digo: "ah! Tu lembras daquilo e tal... E tu: Não... Eu fico triste, sabia? hahahaha... Sério. Mas depois passa. Logo passa. O tempo passou. Nos fez amadurecer nossos sentimentos e hoje eu tenho certeza de que te amo. De verdade. Se vamos voltar a ser aquele casal alegre, festivo, bonito... Não sei. Acabei de lembrar da cena das minhas caixinhas de som queimando e a mulher botando a boca na Microsoft (risos). Que tempo bom! Será que a gente consegue fazer com que esse tempo volte? Será que nossos encontros serão perfeitos como aqueles? Em junho de 2010 eu não sabia o que ia acontecer. Agora eu continua não sabendo e tenho um pouco de medo. Naquela época eu não tinha. Tenho meus motivos. Naquele ano, naquele frio... Fomos felizes, né? Vamos ser de novo? Com calma!? A história está se repetindo como daquela vez. Eu sinto isso. Claro... Algumas ou muitas coisas mudaram, estão diferentes - meu sentimento, por exemplo, - mas no geral, parece a mesma coisa. Vou deixar rolar. É estranho, mas vai ser bom. Deixar rolar é uma coisa que não costumo muito fazer. Sempre fui muito decidido em questões sentimentais e agora me aparece esta novidade. É engraçado. É o que deve ser feito. Precisamos nos reacostumar a termos vida além da nossa vida, entendes? É necessário. Às vezes o amor tem disso, né? Nos diz o quê fazer, sem nem perguntar, sem nada. Manda. E a gente, que ama, faz. É bom fazer por amor. Vamos dar certo! Vamos construir nossa história de verdade agora. Sei disso. Estou confiante! Talvez nunca estive tão confiante como agora. É bom. O amor vai prevalecer.
domingo, 22 de abril de 2012
Além de amar e amar...
O que existe?
O que existiu?
O que ainda restou?
O que, do muito, ainda há?
O que queres?
O que eu quero?
O que tua boca me fala?
O que a minha responde?
O que teus beijos me dizem?
O que os meus respondem?
O que teus olhos vêem?
O que os meus olham?
O que teus olhos enxergam?
O que os meus vêem?
O que tuas mãos tocam?
O que as minhas mãos sentem?
O que tuas mãos sentem?
O que as minhas tocam?
O que teu corpo traduz?
O que o meu corpo fala?
O que quer o amor?
O que quero do amor?
O que queres do amor?
O que queremos do amor?
O que quer a vida?
Afinal, com tudo isso, a gente quero o quê,
Além de amar e amar?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O sexo do amor
Ela chega antes do esperado e ele está na cozinha preparando o jantar. A cebola é cortada milimetricamente, o tomate, o alho, tudo tem um sistema. Os dois conversam animadamente até que depois de um tempo começa a rolar um vinho. Ela vai para o banho. Ele continua na cozinha. O jantar fica pronto. O homem decide entrar no banho, junto com sua amada. Durante o banho, muito beijos tórridos, quentes, apaixonados, sedentos pela pele, pela entrega, pelo sexo. Os dois não conseguiam parar de se beijar. Um vício, uma loucura, o amor, o prazer. Porém, não fizeram nada mais que isso. Colocaram uma roupa e foram para a cozinha. Ela, de vermelho. Ele, de branco. Tornam a beber o vinho. Conversam mais um pouco e num momento único, meio desajeitado, mas, firme, num "mais que de repente", ele se levanta e a puxa para o encontro do seu corpo. Os olhos se secam, se penetram, se comem. Ele beija o pescoço da mulher. Ela fecha os olhos e o abraça. As bocas se encontram. Ela insinua tirar o vestido. Ele segura as mãos dela. A mulher beija sua orelha, o pescoço e abre rapidamente, em um gesto apenas, rasgando, a camisa dele. Ele tira o vestido dela e os beijos continuam. Os toques falam. As mãos queimam. A pele ferve. Os gemidos surgem. Olhos abertos, olhos fechados. Sussurros... Ele a vira de costas e abraça. Começa a tocar suas partes íntimas. Ela o agarra pelo pescoço e morde os lábios superiores. Estão nus. Ele a apoia na mesa da cozinha, abre suas pernas e entra no mundo da paixão, do amor e do prazer. Os gemidos aumentam. Ele a traz para si, novamente, explorando cada vez mais o mundo interno dela. Ele toca em seus seios. O sexo continua. Os gemidos continuam. Ele aumenta a velocidade, ela geme. Parece que ela vai enlouquecer de prazer - orgasmo. Ele não pára... A velocidade é constante, a mesma, com uma força delicada. Ele passa a gemer mais alto. Ela o agarra pela nuca, de novo e o arranha. Ele chega ao momento sublime, o ápice do prazer - goza. Continuam abraçados. Se beijam. Os olhares são fortes. _ Te amo. _ Eu te amo.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Oi?
_ Sabe o que é engraçado, Paola?
_ Hum?
_ Não sabe?
_ Não, Matheus.
_ Nem eu.
_ Tu me faz rir.
_ Oi?
_ Oi. Tudo bem?
_ Idiota!
_ Vamos beber mais uma?
_ Se eu puder me levantar daqui a pouco sem cair, sim.
_ Como tu é exagerada.
_ É. Talvez. Os librianos são assim mesmo. Ô povinho chato!
_ Eles amam um drama, né?
_ Ain... Demais!
_ Me fala: e os amores?
_ Tô amando.
_ Sério? Que legal!
_ Tô apaixonada, amando. Meu coração bate mais forte quando meus olhos encaram aqueles olhos grandes e famintos.
_ Coisa boa!
_ É. Vivo enviando sms com coisinhas bonitinhas escritas.
_ Bah! Isso é muito legal!
_ É. Estou fazendo planos. Tenho meus desejos e sonhos, né, Matheus!?
_ Sim, sim. Entendo.
_ O problema é que amo sozinha.
_ Oi?
_ Ninguém me ama, também. Eu amo sozinha.
_ Mas e os olhos?
_ Fotos.
_ Os sms?
_ Não têm resposta.
_ E os planos?
_ Os planos? Bom... Os planos são de esquecer.
_ Então, Também amo e amo muito!
_ Da mesma forma?
_ Não sei. Acho que sou mais azarado.
_ Será?
_ É que nunca passei o dia dos namorados namorando.
_ Não?
_ Na verdade sim. Mas não estávamos perto.
_ Pelo menos não gastou com presentes.
_ Em compensação com cartão para o celular...
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